quarta-feira, 18 de maio de 2011

Plástico “VERDE”

Quase já não é possível imaginar o nosso mundo sem plástico. Até mesmo quando se trata de conservação ambiental, essa espécie de “matéria-prima da vida moderna” também possui um papel importante. Por motivos bastante óbvios: o plástico convencional provém, em sua maioria, do petróleo.
De todos os estoques mundiais do óleo bruto, cerca de 4% são destinadas à fabricação do produto. Durante o processo industrial, são liberados na atmosfera seis quilos de CO2 para cada quilograma de plástico produzido. Considerando ainda o ritmo acelerado com o qual as reservas naturais de petróleo estão se extinguindo, logo se conclui o porquê das alternativas sustentáveis ao plástico terem sido tão bem-sucedidas nos últimos anos – especialmente na indústria de embalagens.
O plástico “verde” – ou o bioplástico – é composto geralmente por plantas como a cana-de-açúcar, o trigo, o milho ou a batata, mas também por óleo vegetal. Dificilmente pode-se encontrar algum produto doméstico para o qual ainda não haja ou esteja sendo desenvolvida uma alternativa em bioplástico. As aplicações do material incluem desde estruturas para celular e talheres descartáveis até sacolas de supermercado e vasos de flores, passando por sapatos e fraldas.
Para os especialistas, esse é apenas um elemento da crescente demanda por produtos sustentáveis, causada pela explosão no mercado de alimentos orgânicos nos últimos anos. “Hoje é bem melhor ter uma imagem ‘ecológica’ do que uma convencional. E as empresas tiram proveito disso”, analisa Norbert Voell, representante da Duales System GmbH – sociedade responsável pelo Ponto Verde, sistema de reciclagem de lixo na Alemanha. “Evidentemente, é melhor saber que os legumes orgânicos que se compra no supermercado vêm embalados de forma ecológica do que no saco plástico convencional”.
Grandes negócios – A tendência despertou reação também nas empresas responsáveis pelo produto tradicional, feito de petróleo – além de um investimento multimilionário em pesquisas e métodos de produção “verdes”. O grupo de gigantes globais desse ramo inclui, entre outros, a corporação agrícola estadunidense Cargill, a empresa italiana Novamont e a companhia química alemã BASF.
Materiais plásticos biodegradáveis como o poliactide, derivado de milho, já estão em uso em algumas das maiores redes de supermercados e multinacionais da indústria alimentícia, tais quais o Wal-Mart ou a Coca-Cola.
O plástico “verde” é responsável ainda por grandes negócios em solo brasileiro. No país, líder mundial na produção de açúcar, a empresa petroquímica Braskem utiliza a crescente indústria nacional de etanol canavieiro para produzir o bioplástico.
Do bagaço ao ecologicamente correto – No entanto, questionamentos foram levantados quanto à nova alternativa. Um deles discute se a sua produção não irá promover o desmatamento ou estancar as plantações de alimentos, assim como supostamente teria acontecido com o biocombustível. “Os argumentos apresentados quando se trata de bioplástico são parecidos com os relativos ao óleo de dendê”, aponta Voell, se referindo ao sul da Ásia, onde enormes áreas florestais são erradicadas a cada ano para dar lugar a lucrativas lavouras de palmas.
A fim de reagir às críticas, pequenos projetos procuram sair do padrão e, ainda assim, integrar a explosão da indústria canavieira. Um deles, concebido numa parceria entre Brasil e Alemanha, no Senai Climatec de Salvador (BA), produz plástico a partir dos restos da cana-de-açúcar, que são descartados pelas fábricas de etanol da região.
Os chamados “bagaços” costumam ser queimados, resultando em grandes emissões de dióxido de carbono na atmosfera. O objetivo é transformar o produto reciclado no futuro plástico convencional e, com isso, sobrepor outro grande setor econômico do país: a indústria automotiva.
O avanço comercial do plástico “verde” parece inevitável. Todavia, até o momento, a variante ecológica representa apenas um percentual menor do que 1% no mercado global de plástico. E a associação industrial Plásticos Europeus acredita que o montante não deve crescer mais do que 5 a 10% nos próximos anos.
“A questão está nos altos custos de produção, mas também no fato do bioplástico ser pior em termos de manipulação e tratamento termomecânico em comparação com o material tradicional”, afirma Michael Niaounakis, especialista em polímeros do Instituto Europeu de Patentes de Haia.
Menos dióxido de carbono? – Ainda assim, os especialistas veem um verdadeiro potencial no bioplástico para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e, com isso, adiar as mudanças climáticas. O produto “verde” subjuga o convencional por demandar menos energia em sua produção e por ser livre de toxinas. Mas, a princípio, são necessários mais estudos científicos para se comprovar o quão sustentável, de fato, é o bioplástico.
“O fato de ele ser feito com matéria-prima renovável não o faz automaticamente melhor para o meio ambiente”, ressalva Gerhard Kotschik da Agência Federal do Meio Ambiente na Alemanha. “É preciso considerar todo o ciclo de produção. Para, só então, dizer se o bioplástico é mais ecologicamente correto do que o feito de petróleo”.
Com a reciclagem do bagaço da cana-de-açúcar, contudo, os produtores de plástico de Salvador, na Bahia, oferecem uma primeira resposta positiva. (Fonte: Folha.com)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Choque MORTAL

A ONU advertiu que haverá um “choque mortal” entre a crescente urbanização do planeta e a mudança climática, e previu catástrofes naturais “sem precedentes” devido ao enorme impacto das cidades sobre o meio ambiente. A análise consta do último relatório do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), considera as cidades como “o verdadeiro campo de batalha” na luta contra a mudança climática, um fenômeno contra o qual a entidade têm de começar a tomar medidas “ativamente”.
“As cidades não só são grandes causadoras da mudança climática, mas com densidades cada vez maiores, também serão as mais afetadas quando a natureza contra-atacar”, disse o diretor-executivo da ONU-Habitat, Joan Clos, que apresentou o relatório na sede das Nações Unidas.
Clos lembrou perante a imprensa que 50% da população vive em zonas urbanas e que, nessas áreas, receberam um fluxo migratório “sem precedentes” proveniente das zonas rurais dos países em vias de desenvolvimento. “Temos um desafio enorme diante de nós. Precisamos encontrar e pactuar um novo modelo de crescimento baseado em energias renováveis e as cidades devem agir para transformar seus planos urbanísticos e de desenvolvimento”, indicou o diretor-executivo. 
O texto pede às cidades que ajam “imediatamente” e indica que, se não forem adotadas medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e fomentar “um desenvolvimento urbano mais justo e sustentável do ponto de vista ambiental”, haverá “um choque mortal entre a urbanização e a mudança climática”. “As cidades, com sua crescente demanda de consumo e estilo de vida, agravam o ritmo da mudança climática e aumentam os riscos”, aponta o relatório, que detalha que, embora as cidades ocupem apenas 2% da superfície terrestre, são responsáveis por 75% das emissões dos gases do efeito estufa.
O texto, intitulado “As cidades e a mudança climática: Relatório Mundial sobre os Assentamentos Humanos 2011″, ressalta que, até 2050, a situação ambiental poderia provocar 200 milhões de refugiados, que buscarão “novas casas ou novos países para viver”, devido ao transtorno que os desastres terão nas economias locais.As cidades devem se preparar para “um ataque das poderosas forças da natureza: o aumento da temperatura dos oceanos, o degelo e o consequente aumento do nível do mar são uma ameaça para milhões de pessoas que vivem nas cidades litorâneas”, alertam os autores do relatório. “As marés tormentosas, cada vez mais frequentes, provocam cheias e danos materiais, inundações, erosão do litoral, maior salinidade e obstruções à drenagem das correntes de água”, constata o relatório, que alerta para as graves repercussões no delta do Nilo, em cidades litorâneas em nível muito baixo, como Copenhague, e em comunidades insulares do Pacífico sul.
Nas cidades litorâneas do Norte da África, espera-se um aumento da temperatura de 1 a 2 graus centígrados, o que poderia fazer subir o nível do mar e expor entre 6 e 25 milhões de habitantes a enchentes. Além disso, o texto indica que, na América Latina, “entre 12 e 81 milhões de habitantes poderiam testemunhar maiores tensões relacionadas à água antes da década de 2020″. (Fonte: Portal iG)

Código Florestal deve ir à votação no fim de maio, diz líder


A votação do novo Código Florestal Brasileiro só deverá ocorrer na última semana de maio. Essa é a previsão do líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo ele, na próxima semana o governo vai se dedicar a medidas provisórias que estão trancando a pauta da Casa. De acordo com Vaccarezza, o adiamento da votação para o final de maio se justifica para permitir maior amadurecimento do texto do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e possibilitar mais diálogo sobre a proposta. Ele também disse que a ausência do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), na semana que vem, que estará em viagem oficial ao exterior, contribuiu para a transferência da votação. “Não é adequado fazermos uma votação cercada de tanta paixão como parece essa na ausência do presidente da Câmara. Essa é uma votação muito nervosa”. O líder governista elogiou o relatório do deputado Aldo Rebelo, fruto do acordo feito com o governo, ao dizer que ele é “equilibrado” ao “garantir a defesa do ambiente e as necessidades da produção”. Segundo ele, o texto apresentado por Rebelo no plenário da Câmara na noite de quinta-feira foi o texto do acordo, sem qualquer modificação. “O texto definitivo estava na liderança do governo à disposição de todos os líderes.” O adiamento da votação do Código Florestal foi justificado pelo líder governista para evitar que o texto fosse desfigurado com uma emenda que estava sendo articulada pelos partidos de oposição. “Ela começou a ganhar adeptos da oposição e também da base do governo. Então achamos melhor adiar a votação.” (Fonte: Radiobrás)

Consumo de recursos naturais pode aumentar 3 vezes no mundo ...



Segundo a ONU o consumo mundial de recursos naturais pode ser triplicado até 2050, a 140 bilhões de toneladas por ano, caso não sejam tomadas medidas drásticas para frear a superexploração. O programa da ONU para o meio ambiente (PNUE) ressalta em um informe publicado na quinta-feira dia 12 que as reservas a um bom preço e qualidade de certos recursos essenciais como o petróleo, o ouro e o cobre já estão se esgotando.Com uma população de 9,3 bilhões de pessoas esperadas para o ano de 2050 e com países em desenvolvimento cada vez mais prósperos, o PNUE adverte que “as perspectivas de níveis de consumo cada vez mais elevadas vão muito além do que é provavelmente viável”. O informe indica que os governos devem fazer mais com menos, e de maneira mais rápida que o ritmo de crescimento econômico. Atualmente, nos países desenvolvidos, uma pessoa consome em média 16 toneladas de minerais, combustíveis fósseis e biomassa por ano, contra 4 toneladas na Índia, segundo o informe. O PNUE considera necessário refletir integralmente sobre a exploração dos recursos e prever “investimentos massivos” nas inovações tecnológicas, econômicas e sociais a fim de conquistar, pelo menos, o congelamento dos níveis atuais de consumo de recursos nos países ricos. (Fonte: G1)

sábado, 23 de abril de 2011

Otimismo marca 1º aniversário de desastre da BP no golfo do México

Um ano depois da explosão da plataforma da BP (British Petroleum) no golfo do México que causou o maior vazamento de petróleo da história dos EUA, autoridades americanas se disseram na terça-feira (20) otimistas quanto à reversão dos danos ambientais e econômicos.

No dia 20 de abril de 2010, a explosão da Deepwater Horizon resultou na morte de 11 pessoas e deu início a um vazamento que, em quase três meses, liberou cerca de 5 milhões de barris de petróleo.
Durante os quase 90 dias de vazamento, interrompido após complexa operação de fechamento do poço, quatro Estados da costa americana do golfo foram atingidos, sofrendo graves danos ambientais e às suas economias.
“Ainda há muito trabalho a se fazer, mas grande parte da nossa água está limpa, aberta e pronta para nossos pescadores”, afirmou Bobby Jindal, governador da Louisiana, Estado mais afetado.
O presidente Barack Obama, em comunicado, disse que foram alcançados “progressos significativos”, mas “a tarefa ainda não acabou”.
Obama, à época criticado pela resposta supostamente lenta à catástrofe, disse que continuará trabalhando para que a BP e outras partes envolvidas respondam “pelos danos que provocaram”.
A BP pagou até agora cerca de US$ 5 bilhões em reparação aos danos causados ao meio ambiente e a economias costeiras e perdeu US$ 70 bilhões em valor de mercado depois do desastre.
A empresa substituiu seu diretor-chefe, um britânico, por um americano como forma de resposta à pressão.(Fonte: Folha.com)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Japão vive outro sismo um mês depois da grande tragédia

Brasileiros criam plástico revolucionário a partir de frutas

Carros feitos a partir de banana, abacaxi ou casca de coco podem virar uma realidade em breve. Na última semana, pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciaram que desenvolveram um novo tipo de plástico a partir de fibras de frutas que promete ser mais resistente, leve e limpo do que as alternativas conhecidas hoje em dia.

Em entrevista exclusiva ao Terra, o professor e engenheiro agrônomo Alcides Leão, que lidera o estudo, disse que o plástico revolucionário deve ter inicialmente seu principal uso na indústria automobilística, mas também poderá trazer grandes benefícios à área médica, com uso em próteses e pinos, e até mesmo na substituição do Kevlar, material usado em coletes à prova de balas e capacetes militares.
O processo se baseia na obtenção de nanocelulose a partir de frutas e outros vegetais. Na fabricação de papel, são usadas fibras de celulose, encontradas em madeira por exemplo. Agora, cientistas descobriram a nanocelulose, fibras muito menores, medidas em nanômetros, que podem ser obtidas com processamento intensivo de celulose.
"A nanocelulose é produzida a partir da celulose de varias fontes, inclusive lodo de empresas de celulose e papel. Essa nanocelulose pode ser produzida via bactérias ou via processos químicos e mecânicos, como no nosso caso", diz Leão.
Para obter as nanofibras, os cientistas colocam folhas e caules de abacaxi e demais plantas em um equipamento parecido com uma panela de pressão, onde são adicionados outros compostos químicos. O "cozimento" é feito em vários ciclos, até produzir um material fino, parecido com o talco. Estas nanofibras são tão pequenas que seria necessário colocar 50.000 delas enfileiradas para cobrir o diâmetro de um fio de cabelo humano.
Segundo Leão, o novo plástico pode no futuro substituir o aço e o alumínio. "As propriedades destes plásticos são incríveis. São 30% mais leves e de três a quatro vezes mais fortes que os comuns", diz o pesquisador, que acredita que em um prazo de dois anos várias peças de carros, incluindo painéis e para-choques, serão feitas de nanofibras de frutas.
Além do aumento na segurança, os bioplásticos permitirão a redução do peso do veículo, com um ganho direto na economia de combustível. O pesquisador brasileiro cita ainda outras vantagens. Segundo ele, os plásticos com as nanofibras de frutas incorporadas têm maior resistência a danos causados pelo calor e por derramamento de líquidos, como a gasolina.
Outra vantagem é que o material é produzido a partir de uma fonte completamente renovável. Além disso, é preciso apenas 1 kg de nanocelulose para produzir 100 kg de plástico. "Esse processo é de baixo impacto ambiental. Mas o mais importante é que fazemos isso a partir de resíduos antes dispostos no ambiente, seja em aterros ou seja em processos de queima ou compostagem", lembra Leão.
Conforme o pesquisador, também estão sendo realizados testes na área de biomedicina, incluindo veterinária. "Já foram realizados ensaios em todas as propriedades mecânicas, físicas e químicas. Esse produto age como reforço de plásticos e pode ser usado em muitas áreas, como curativos, meniscos, próteses, implantes e pinos dentários. Também pode ser utilizado pela industria aeronáutica e na reposição de plásticos em geral", disse o cientista, que revelou que os custos para a produção do material ainda não estão fechados.
 (Fonte: Angela Joenck/ Portal Terra)

Bar ecológico em Jacarta é montado com quase tudo reciclado

Tampas de lavadoras usadas como mesas, caixas de refrescos como bancos e frigideiras servindo como pias fazem de um bar de Jacarta um oásis ecológico na era da mudança climática.

Criado há pouco mais de um ano por cinco indonésios comprometidos com o meio ambiente, o 365 Eco Bar é uma exceção na poluída e congestionada capital indonésia.
O estabelecimento busca conscientizar os frequentadores sobre o aquecimento global, embora seus criadores também compartilhem outra motivação: "O gosto pela bebida", revela à Agência Efe uma das donas, Noni Quan.
Há objetos reciclados por todos os cantos. Noni estima que cerca de 80% do estabelecimento tenha sido montado a partir de produtos reciclados.
As garrafas são utilizadas como lâmpadas, as caixas de frutas servem de bancos e a mesa do DJ se apoia sobre um tanque utilizado anteriormente pela empresa estatal Pertamina, extratora de combustível derivado de petróleo e gás.
Jacarta é a terceira cidade mais poluída do mundo, atrás apenas da Cidade do México e Bancoc, segundo dados de Ministério do Meio Ambiente indonésio.
No entanto, estas criativas ideias em uma cidade na qual reciclar é quase impensável não agradam a todos.
"Alguns clientes criticam nossa mobília. Dizem que tudo é velho", diz Wahyu Ananto, outro dos donos.
Cada canto do 365 Eco Bar foi pensado com imaginação e não é necessário entrar no estabelecimento para distingui-lo dos outros.
Lado de fora - O lado de fora do bar já deixa os pedestres perplexos. O local foi construído a partir de quatro contêineres utilizados pelos navios para transportar mercadorias, enquanto a estrutura de aço que suporta o telhado provém de um hotel que foi demolido.
Na porta, um grande cartaz lembra aos clientes quantos dias faltam para o fim do ano.
"Pretendemos que as pessoas se perguntem o que vão fazer no tempo que resta para cuidar do planeta", explica Ananto.
Este bar ecológico não se limita à reciclagem. Seus donos sabem que fazer um uso apropriado da energia é ainda mais importante, por isso o ar condicionado do local não utiliza gás freón, prejudicial para o meio ambiente, e todas as lâmpadas são de baixo consumo.
"Sabemos que em outros países existem muitos bares como o nosso, mas na Indonésia é uma revolução", ressalta Ananto.
A capital da Indonésia, cuja região metropolitana é habitada por mais de 25 milhões de pessoas, sofre graves problemas ambientais por causa de uma urbanização descontrolada, da superpopulação, da falta de infraestruturas e do crescente número de veículos.
A cada seis meses, o 365 Eco Bar organiza um mercadinho no qual vende mobília reciclada e utensílios que foram usados durante um tempo no estabelecimento para propiciar aos consumidores "que levem a experiência da reciclagem para casa", segundo Quan.
Nada está no local por acaso. Até os desenhos nas paredes do estabelecimento foram escolhidos após uma árdua seleção entre dezenas de artistas que propuseram uma visão particular da defesa do meio ambiente.
Animais lutando por sua sobrevivência na selva urbana e peixes nadando entre corais são algumas das imagens que enfeitam o 365 Eco Bar.
A proposta ecológica na noite de Jacarta funcionou melhor do que o esperado e os donos do estabelecimento já planejam a abertura de outro bar no mesmo estilo na turística ilha de Bali.
Segundo dados do Worldwatch Institute, o governo indonésio só tem capacidade para recolher 50% do lixo que o país produz.
Esta circunstância faz com que pequenas ações, como este bar, além de promoções de reciclagem e sustentabilidade, sejam fundamentais para o país asiático. (Fonte: Folha.com)



Paula Regueira LealPaula Regueira Leal

Avião abastecido por luz solar será colocado à prova em 2012

Avião Solar Impulse faz seu primeiro voo de 25 horas, para testar capacidade das baterias no período noturno


O protótipo de avião Impulso Solar HB-SIA deve tentar seu primeiro voo ao redor da Terra daqui a um ano.

Nesta segunda-feira (11), o piloto alemão Markus Scherdel realizou um teste preliminar no aeroporto de Payerne, na Suíça.
A nave possui 12 mil captadores de luz solar que estão distribuídos nas asas com medida total de 64,3 metros de comprimento. (Fonte: Folha.com)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Japão adverte que deter vazamento radioativo vai durar meses

Um conselheiro do primeiro-ministro japonês reconheceu que serão necessários MESES para deter o vazamento radioativo da central de Fukushima, onde os funcionários tentavam fechar neste domingo uma rachadura em um poço que leva a contaminação para o mar.
Na região nordeste do Japão, devastada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, 25.000 soldados japoneses e americanos entraram no terceiro dia de buscas de vítimas. Até o momento apenas 167 corpos foram recuperados.
Três semanas depois da tragédia, o balanço ainda provisório registra 12.009 mortes confirmados e 15.472 desaparecidos.
A central Fukushima Daiichi (N°1), próxima do Oceano Pacífico e a 250 km ao norte de Tóquio, foi concebida para resistir a ondas de seis metros, mas não de 14, como foi o caso.
O maremoto posterior ao tremor de 9 graus afogou os circuitos elétricos e o sistema de resfriamento da central.
Quatro reatores registraram um aquecimento perigoso, provocando explosões e liberando fumaça radioativa. A empresa Tokyo Electric Power (Tepco), proprietária da central, conseguiu conter o superaquecimento jogando água nas instalações.
O acidente, o mais grave desde a catástrofe nuclear de Chernobyl em 1986, “será uma longa batalha”, reconheceu Goshi Hosono, conselheiro do primeiro-ministro Naoto Kan.
“Provavelmente serão necessários vários meses para deter os vazamentos radioativos. O maior desafio são as quase 10.000 barras de combustível usado, cuja retirada levará muito tempo”, disse. (Fonte: Yahoo!)

Empresa confirma vazamento de líquido radioativo em mar do Japão

Responsável pela gestão da usina nuclear de Fukushima, no Japão, a empresa Tokyo Electric Power (Tepco) confirmou neste sábado (2) o vazamento de um líquido altamente radioativo para o Oceano Pacífico.
O vazamento ocorre por uma rachadura de cerca de 20 centímetros na parede de uma fossa perto do reator 2, que tem água com alto nível de radiação numa profundidade entre 10 e 20 centímetros.
Agora, funcionários da empresa trabalham para conter o vazamento. A intenção é tampar a rachadura usando cimento. A Tepco também investiga se há outros vazamentos.
Nesta quinta-feira (31), a operadora informou que o nível de radiação na água de uma canalização subterrânea fora do prédio do reator 2 da usina estava mais de 10 mil vezes acima do nível normal permitido nos reatores. A Tepco também achou radiação em água do solo perto do reator 1.
Operários da usina ainda tentam drenar a água radioativa que se acumulou em diversas áreas dos reatores 1, 2 e 3. Além disso, é preciso restaurar o resfriamento dos reatores. (Fonte G1)

Especialistas alertam para o perigo dos agrotóxicos para a saúde humana e o meio ambiente


Especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela Rádio Nacional de Brasília, da Empresa Brasil de Comunicação, para debater o uso inadequado de agrotóxicos nas lavouras, alertaram para a importância de substituir os defensivos agrícolas por produtos de menor toxicidade e também para o perigo do uso de agrotóxicos contrabandeados.
Eles observaram que é preocupante a contaminação dos produtos agrícolas e de origem animal que pode afetar a saúde humana. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, José Luiz Santana, um dos debatedores, ponderou que o uso de defensivos acaba sendo necessário para que a produção agrícola mundial se situe no patamar anual de 2 bilhões de toneladas de grãos.
Por isso, segundo ele, “é preciso que a própria sociedade cobre o emprego correto desses produtos de forma que os efeitos negativos para a saúde do consumidor sejam reduzidos”.
O médico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignatti afirmou que, em 2009, foram utilizados, no Brasil, 720 milhões de litros de agrotóxicos. Só em Mato Grosso, foram consumidos 105 mil litros do produto. Ele indaga “onde vai parar todo esse volume” e defende a reciclagem das embalagens vazias a fim de não contaminarem o meio ambiente.
Pignatti alerta que a chuva e os ventos favorecem a contaminação dos lençóis freáticos. Entre os defensivos agrícolas mais perigosos, ele cita os clorados, que estão proibidos em todo o mundo e ainda são utilizados largamente no Brasil. São defensivos que causam problemas hormonais e que podem afetar a formação de fetos, segundo o médico.
O professor relatou que, nos locais onde o uso de agrotóxicos não é feito com critério, encontram-se casos de contaminação do próprio leite materno, “o alimento mais puro que existe”, o que ocorre pela ingestão do leite de vaca. “A mulher vai ter todo o seu organismo afetado quando o seu leite não estiver puro e os efeitos tóxicos podem ficar armazenados nas camadas de gordura do corpo”.
Ele lembrou ainda há resolução do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que proíbe a pulverização de agrotóxicos num raio de 500 metros onde haja habitação e instalações para abrigar animais, distância que tem que ser observada também em relação às nascentes.
O professor Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental na área de aterros sanitários, reconhece que, apesar da cultura de separação do lixo tóxico em aterros que há existe no país, ainda não se sabe exatamente o potencial dos agrotóxicos para contaminar o solo e a água e, consequentemente, os seres humanos pelo consumo de alimentos cultivados em áreas pulverizadas. “A preparação do campo para o plantio é, frequentemente, feita sem se saber se vai vir chuva. Quando o tempo traz surpresas, ocorre a contaminação das nascentes em lugares onde a aplicação foi demasiada”.
O professor José Luiz Santana ressalva que há, no país, propriedades muito bem administradas onde há a preocupação de manter práticas sustentáveis. Ele, no entanto, denunciou que há agricultores que usam marcas tidas como ultrapassadas na área dos químicos e que podem ser substituídas por alternativas de produtos mais evoluídos, disponíveis no mercado.
Para ele, apesar da seriedade do assunto, “não se deve assustar as pessoas quanto ao consumo de alimentos”, já que as áreas do governo que cuidam do tema têm o dever de trabalhar pelo bom uso dos agrotóxicos e, além disso, conforme ressaltou, a agricultura conta com um “trabalho de apoio importante por parte de organizações não governamentais que procuram difundir o uso correto dos defensivos agrícolas.(Fonte: Lourenço Canuto/ Agência Brasil)

Greenpeace - descaso com a população

No começo desta semana, uma equipe de ativistas e cientistas do Greenpeace foi à região próxima a Fukushima, no Japão, para investigar os reais níveis de radiação decorrentes do acidente nuclear. O resultado não é nada bom. Jacob Namminga, um dos integrantes de nossa equipe, mandou seu relato via Skype no dia 26 de março:

“Estamos em Yonezawa, 45 km a noroeste de Fukushima. Trouxemos bastante comida de Osaka para evitar os alimentos produzidos por aqui, especialmente o leite, por conta do alto teor de contaminação. Ontem estivemos em um abrigo onde estão 500 pessoas, 300 delas refugiadas da radiação. Durante o dia os aparelhos de medição de radiação ficam ligados e o alarme soa o tempo todo avisando de níveis altos de radiação. As paisagens montanhosas deste lado do Japão são muito bonitas, pena que o olhar sempre se desvia para o medidor de contaminação”.

Dias depois, nossa equipe trouxe os primeiros resultados do trabalho. Na cidade de Iitate, a 40 km da usina, eles detectaram níveis de radiação acima do que é considerado seguro para seres humanos. O alerta foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no dia 31 de março, porém o governo mantém a área de evacuação somente a 20 km da usina, colocando a saúde de seus cidadãos em risco grave. O Greenpeace continuará na área avaliando os impactos do acidente. 

Aparentemente o descaso com a população é comum na realidade japonesa tanto quanto é na brasileira. Aqui, o governo se recusa a repensar o programa nuclear brasileiro e mantém comunidades próximas das usinas Angra 1 e 2 sob ameaça – além de continuar o plano de construir ali uma terceira usina e outras no Nordeste. Isso no país com um dos maiores potenciais de geração de energia renovável do mundo.  

Mais de 18 mil pessoas já assinaram a petição pedindo à presidente Dilma que pare o investimento em energia nuclear e opte por fontes renováveis, como vento e sol. Precisamos fortalecer nossa mensagem e dizer a ela que nós, brasileiros, não precisamos de nuclear. Assine a petição
.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Investimentos em energia limpa têm resultado recorde; Brasil é 6º


Os investimentos mundiais em energia limpa alcançaram o valor recorde de US$ 243 bilhões em 2010, com alta de 30% ante 2009, segundo pesquisa divulgada  pelo The Pew Charitable Trusts.
O Brasil ficou em sexto lugar no ranking, com US$ 7,6 bilhões em investimentos ante US$ 7,7 bilhões em 2009. Nas primeiras posições ficaram a China (US$ 54,4 bilhões), a Alemanha (US$ 41,2 bilhões) e os Estados Unidos (US$ 34 bilhões).
“O setor de energia limpa está emergindo como um dos mais dinâmicos e competitivos do mundo, testemunhando 630% de crescimento em financiamentos e investimentos desde 2004″, disse Phyllis Cuttino, diretor do programa de energia limpa do Pew.
A energia eólica continuou a ser a tecnologia favorita para os investidores, com US$ 95 bilhões. Entretanto, o setor solar experimentou crescimento significativo em 2010, com investimentos aumentando 53%, chegando ao recorde de US$ 79 bilhões e mais de 17 gigawatts de novas capacidades de produção global.
A Alemanha respondeu por 45% dos investimentos mundiais em energia solar.
Os investimentos nos países do G20 (grupo formado pelas economias ricas e as principais emergentes) contabilizaram mais de 90% do total mundial. (Fonte: Folha.com)