sexta-feira, 29 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Espécie de atum sofre por desastre no Golfo do México, diz ESA
O desastre ambiental na plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, atrapalha a reprodução da espécie Thunnus thynnus, um atum típico da região atlântica. A informação foi divulgada pela agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês).
O satélite Envisat, da ESA, e outros aparelhos europeus geraram dados para a formação de mapas mostrando a forma, extensão e localização da mancha de óleo.
Considerando os habitats de criação de ovos de atum, cientistas do Ocean Foundation descobriram que mais de 20% das crias, ao buscar alimentos como plânctons na superfície, acabaram morrendo por contaminação.
A espécie tem valor comercial alto Durante os últimos trinta anos, o estoque da população de atum no Atlântico baixou 82% devido à caça intensa. A redução no número de peixes faz com que a reprodução precise ocorrer com poucos distúrbios.
Os peixes chegaram no local entre janeiro e julho para se reproduzir. O auge na produção de crias ocorreu entre abril e maio, mesma época na qual 5 milhões de litros de petróleo começaram a ser derramados em águas mexicanas e norte-americanas em 2010. O poço da British Petroleum explodiu em 20 de abril.
A reprodução do Thunnus thynnus acontece em águas superficiais, com a fêmea largando ovos para serem ferlilizados pelos machos em seguida. A presença do óleo na água prejudica o ciclo, podendo ser nociva até mesmo para os adultos da espécie.
A ESA deve apresentar mais informações sobre o trabalho dos satélites na análise do desastre do Golfo durante a COP-10, realizada em Nagoya, no Japão, para debates sobre biodiversidade.
Bioasfalto: asfalto verde substitui petróleo por óleo vegetal
Ao estudar os efeitos da adição de óleo vegetal ao asfalto comum, um engenheiro norte-americano pode ter descoberto um asfalto verde, um possível substituto para o asfalto à base de petróleo.
O professor Christopher Williams estava testando composições capazes de aguentar melhor as intensas variações de temperatura a que os asfaltos estão sujeitos, sobretudo no Hemisfério Norte, com nevascas severas onde não nevava há anos, e verões que batem recordes de temperatura ano após ano.
Mas o resultado foi muito melhor do que o esperado – o asfalto não apenas assimila uma parcela maior de bio-óleo do que o esperado, como também sua qualidade aumenta muito, em condições de rodagem e em durabilidade.
Bioasfalto – Nasceu então o bioasfalto, cujos primeiros testes começaram a ser feitos neste mês. Os ganhos começaram a ser verificados já na aplicação, uma vez que o bioasfalto pode ser aplicado a uma temperatura menor do que o asfalto tradicional de petróleo.
Como esses primeiros testes serão focados na durabilidade e na resistência às variações de temperatura, os pesquisadores escolheram uma ciclovia na própria universidade como laboratório.
O monitoramento sobre o bioasfalto será feito durante um ano, para cobrir todas as estações.
O professor Williams afirma que o bioasfalto permite que a mistura à base de petróleo seja substituída parcialmente por óleos derivados da biomassa de diversas plantas e árvores.
Pirólise rápida – O bio-óleo utilizado no bioasfalto é criado por um processo termoquímico chamado pirólise rápida, no qual talos de milho, resíduos de madeira ou outros tipos de biomassa são aquecidos rapidamente em um ambiente sem oxigênio.
O processo produz um óleo vegetal líquido que pode ser usado para a fabricação de combustíveis, produtos químicos e asfalto.
O processo gera ainda um produto sólido chamado biocarvão – um carvão vegetal – que pode ser usado para enriquecer os solos e para remover gases de efeito estufa da atmosfera.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Água será o problema mais sério da próxima década, diz conselheiro britânico
A falta de água pode se tornar o problema mais sério da próxima década, atrelada ao crescimento mundial da população, alertou o principal conselheiro científico do governo britânico, John Beddington.
As mudanças climáticas vão levar a mais secas e inundações, o que acarretaria problemas com o suplemento de água fresca. “Crescimento populacional, aumento da riqueza e da urbanização, e mudanças climáticas, tudo representa grandes problemas para a humanidade”, disse Beddington durante encontro global sobre clima e energias alternativas. “Mas a disponibilidade de água fresca será o primeiro problema a ser solucionado”, completou.
A população mundial de aproximadamente 6,6 bilhões de pessoas deve aumentar 2,5 bilhões até 2050. Segundo um estudo das Nações Unidas, em regiões da África, um contingente formado por 90 milhões a 220 milhões de pessoas enfrentarão problemas de suprimento de água já em 2020.
Segundo o conselheiro, cada país deveria focar em seus recursos naturais e de produção, além de tecnologias com baixas emissões de carbono, que, no caso do Reino Unido, envolvem a energia eólica e a nuclear. “Está bem claro que essas tecnologias serão importantes”, disse.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Qual é o tamanho da sua pegada?
A Pegada Ecológica foi criada para calcular o quanto de recursos da natureza utilizamos para sustentar nosso estilo de vida. Assim, por meio de um simples cálculo, podemos saber se nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta em oferecer, renovar seus recursos e absover os resíduos que geramos.
Responda o quiz e conheça o tamanho estimado da sua pegada ecológica! Pode ser uma surpresa!
WWF: brasileiros não notam importância da natureza para vida
Uma pergunta feita pela ONG WWF Brasil à população constatou que a maioria dos brasileiros não se lembra da importância do meio ambiente para a preservação da vida quando a indagação é feita aleatoriamente. A indagação “o que você precisa para viver?” gerou, majoritariamente, respostas como: amor, família, amigos, sol e saúde.
A iniciativa faz parte da campanha cujo lema é Cuidar da Natureza é Cuidar da Vida, lançada nesta semana pela ONG. Para o coordenador do Programa para a Água Doce da WWF Brasil, Samuel Barreto, as respostas revelam a importância de conscientizar a população sobre o papel do meio ambiente na preservação da vida. “A ausência da natureza nesse tipo de preocupação mostra a necessidade de colocar esse debate junto com a opinião pública e criar esse mecanismo de sensibilização”.
Ele destacou que o engajamento do cidadão tem uma relação direta com a questão do consumo. “Porque os nossos hábitos de vida trazem impactos sobre o meio ambiente. É aquilo que a gente chama de ‘nossa pegada ecológica’. Isso também chama para uma reflexão sobre o nosso modo de vida, sobre a questão de conscientização, sobre a parte de consumo responsável, alertando para as consequências que o descuido com a natureza pode provocar”.
Entre elas, Barreto citou a redução da biodiversidade e de serviços ecológicos, como clima e água. Na campanha, a WWF Brasil está propondo ao governo a criação de unidades de conservação em todos os biomas, “como uma forma efetiva de você garantir a manutenção dessa diversidade biológica”.
ONU estima dano ambiental das empresas
Quanto custa a destruição do meio ambiente? De acordo com um estudo encomendado pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) a destruição da natureza causada pelo impacto humano em 2008 custou US$ 6,6 trilhões, ou 11% do PIB mundial. Um terço desse total (US$ 2,15 trilhões) foi de responsabilidade das 3.000 maiores empresas do planeta.
Investimentos sustentáveis cresceram 11%
Embora seus impactos ambientais sejam enormes e crescentes, grande parte das empresas está preocupada com o tema e muitas estão investindo em tecnologias ou métodos para minimizar os danos causados por seus sistemas produtivos.
Só como comparação, esse montante é 20% maior do que as perdas de US$ 5,4 trilhões acumuladas pelos fundos de pensões dos países desenvolvidos em função da crise financeira global.
O estudo "Universal Ownership: Why environmental externalities matter to institutional investors" ("Propriedade Universal: Por que externalidades ambientais importam para investidores institucionais") foi produzido pela consultoria Truscot sob encomenda da Unep Finance Initiative (Iniciativa Financeira do Pnuma).
Essa organização é uma parceria entre a agência da ONU para o meio ambiente e 175 instituições financeiras de mais de 50 países, cuja missão é identificar e promover melhores práticas na área de finanças sustentáveis.
Trata-se de mais uma tentativa da ONU de contabilizar as perdas ambientais que o planeta vem acumulando e especialmente de monitorizar o dano causado pelo modelo de produção atual, além das suas possíveis consequências sobre os portfólios dos investidores e rentabilidade das empresas.
O relatório aponta que mantido o cenário "business-as-usual", o custo das perdas ambientais deverá chegar a US$ 28,6 trilhões em 2050, o equivalente a 18% PIB mundial.
Os autores do estudo ressaltam que por falta de dados a estimativa foi calculada somente sobre os seguintes impactos ambientais: as emissões de gases de efeito estufa; o uso da água; poluição do ar; produção de resíduos; exploração de recursos naturais (pesca e madeira).
Uma importante mensagem do estudo é o papel dos fundos institucionais já que, devido aos seus amplos portfólios, eles podem ser considerados "proprietários universais" e tem grande potencial de influenciar a forma de atuação das grandes companhias globais.
Seus investimentos estão expostos a um crescente e generalizado risco financeiro por causa dos danos ambientais. Diz o estudo: "os investidores institucionais podem exercer seu poder de influência para minimizar o tamanho desse impacto - ou das externalidades negativas - e assim reduzir a exposição a esses custos potenciais".
Investimentos sustentáveis cresceram 11%
Embora seus impactos ambientais sejam enormes e crescentes, grande parte das empresas está preocupada com o tema e muitas estão investindo em tecnologias ou métodos para minimizar os danos causados por seus sistemas produtivos.
Os investimentos em iniciativas "verdes" de 1.800 empresas americanas, com valor acima de US$ 1 bilhão, aumentaram em 11% em 2010, segundo a consultoria Verdantix. E a consultoria prevê crescimento ainda maior para 2011 (16%) e para 2012 (24%).
Segundo os executivos entrevistados pela consultoria, os recursos anuais previstos para serem gastos com projetos sustentáveis deverão chegar a US$ 60 bilhões em 2014.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Reciclagem de energia magnética reduz consumo de eletricidade
Pesquisadores japoneses e norte-americanos criaram um equipamento capaz de reciclar o campo magnético produzido pela fiação elétrica comum do sistema de iluminação de um prédio.
Testado na fiação que alimenta as lâmpadas de edifícios que precisam ficar iluminados 24 horas por dia, o equipamento gerou uma economia de energia próxima dos 40%.
Reciclagem do campo magnético – Projetado por engenheiros do Instituto de Tecnologia de Tóquio, o equipamento de recuperação da energia magnética, ou MERS (Magnetic Energy Recovery Switch), está sendo testado e aperfeiçoado em conjunto com o centro de pesquisas da Marinha norte-americana.
Ao reciclar o campo magnético gerado em volta dos fios que alimentam as lâmpadas, o MERS controla o fluxo de eletricidade, minimizando o consumo de energia e maximizando o rendimento das lâmpadas.
De Abril a Junho deste ano os pesquisadores fizeram uma série de experimentos em vários prédios públicos, envolvendo vários tipos de iluminação, inclusive fluorescentes. Os testes mostraram que a tecnologia MERS reduz significativamente o consumo de energia para iluminação.
“Ao final dos testes, verificamos que, com o novo aparelho instalado, houve picos de economia de até 39 por cento”, afirma Chandra Curtis, que coordenou os testes. “O dispositivo não apenas economiza energia, como também produz muito menos calor e gera menos interferência eletromagnética do que as tecnologias convencionais.”
Com os bons resultados alcançados, o próximo passo será equipar vários escritórios, lavanderias e ginásios para acompanhar o rendimento da tecnologia a longo prazo, o que deverá ser feito a partir de Outubro.
Iluminação pública – Sobre o potencial de uso doméstico da tecnologia, os pesquisadores afirmaram que cerca de 20% dos gastos de energia de uma residência são destinados à iluminação. Com isto, a disseminação do uso da reciclagem da energia magnética dependerá da redução dos custos de fabricação dos equipamentos.
Segundo eles, no presente estágio, a tecnologia é inigualável para aplicação em áreas que exijam que as lâmpadas fiquem acesas por longos períodos, o que ocorre principalmente em prédios públicos, shopping centers, supermercados e grandes empresas.
Desmatamento na Amazônia reduz 47%, mas região perde 265 km² de floresta
A taxa de desmatamento da Amazônia caiu 47% em agosto, mês em que as queimadas explodiram no Brasil. O dado é do Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A queda se refere a agosto de 2009.
Foram 265 km² desmatados no mês, contra cerca de 500 km² em agosto de 2009 e 485 km² em julho deste ano. É um número positivo para inaugurar a série de dados de 2011 (o desmatamento é medido de agosto de um ano a julho do ano seguinte), e também uma surpresa. Afinal, em agosto as queimadas tiveram um aumento de 300% em todo o país.
Por conta dos incêndios, a degradação florestal medida pelo sistema de monitoramento por satélite do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) cresceu 241% em agosto de 2010. O desmatamento, porém, caiu 23%, diz o Imazon.
Em agosto, o Pará liderou o desmate na região, com 134 km2 de desmate, seguido por Mato Grosso, com 54,85 km2 e pelo Amazonas, com 26,4 km2 a menos de florestas no período.
No mundo – Um novo levantamento da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) indica que, nesta década, o desmate em 121 países tropicais foi menor do que nos anos 1990. Os números: 9,34 milhões de hectares anuais, contra 11,33 milhões na década passada.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Mundo dobra uso de água subterrânea em quatro décadas
A humanidade se tornou uma usuária tão sedenta das águas subterrâneas do planeta que essa exploração pode ser responsável por um quarto do aumento anual do nível dos oceanos.
Usando estatísticas e simulações de computador sobre a entrada e saída de água dos lençóis freáticos, Bierkens e companhia estimam que a exploração de água doce subterrânea mais do que dobrou dos anos 1960 para cá, passando de 126 km3 para 283 km3 por ano, em média.
A questão, lembram os pesquisadores, é que ainda não dá para saber o preço exato da brincadeira, porque ninguém tem dados precisos sobre a quantidade de água subterrânea no mundo. Mas, a esse ritmo, se tais reservas fossem equivalentes aos célebres Grandes Lagos dos EUA e Canadá, essa fonte de água seria esgotada em 80 anos.
De qualquer maneira, a preocupação se justifica porque, de acordo com estimativas, 30% da água doce da Terra está no subsolo.
Com exceção das calotas polares as quais ninguém em sã consciência gostaria de derreter, já que os efeitos sobre os mares e o clima seriam imensos, trata-se da principal fonte de água potável do mundo. Rios e lagos na superfície são só 1% do total.
Beberrões – Algumas regiões são especialmente beberronas, mostra a pesquisa. Não por acaso, são centros de grande produção agrícola em áreas naturalmente já não muito chuvosas: noroeste da Índia, nordeste da China e do Paquistão, Califórnia e meio-oeste americano. A exploração desenfreada afeta principalmente, como seria de esperar, os agricultores mais pobres.
Segundo Bierkens, a água que sobrar “vai acabar ficando num nível tão baixo que um fazendeiro comum, com sua tecnologia normal, não vai mais conseguir alcançá-la”.
Ao trazer para a superfície quantidades portentosas do líquido, a exploração sem muito controle aumenta a evaporação e, consequentemente, a precipitação em forma de chuva, o que acaba favorecendo o aumento do nível dos mares ligado ao uso dos aquíferos do subsolo.
Embora a pesquisa não aborde diretamente a situação brasileira, o país tem razões de sobra para se preocupar com a situação dos aquíferos subterrâneos.
O interior brasileiro abriga, por exemplo, a maior fração do aquífero Guarani, gigantesca reserva com 1,2 milhão de km2.
Hoje, 75% dos municípios do interior paulista precisam usar as águas do aquífero para seu abastecimento. No caso de Ribeirão Preto, uma das principais cidades do Estado, essa dependência é total.
Estudo relaciona diabetes com poluição do ar
Um estudo divulgado pelo Hospital Infantil de Boston, encontrou uma forte relação entre a diabetes nos adultos e partículas de poluição atmosférica, mesmo quando a exposição é inferior ao atual limite de segurança estabelecido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês).
Na pesquisa do Hospital Infantil de Boston, para cada aumento de 10 microgramas por metro cúbico de exposição a partículas poluentes, houve um aumento de 1% da incidência de diabetes.
A diferença entre a ocorrência da doença nos município com maior e menos índice de poluição é de cerca de 20%, diz a pesquisa. “De uma perspectiva política, os resultados sugerem que os limites atuais de exposição podem não ser adequados para evitar os resultados negativos na saúde pública”, diz John Brownstein, um dos autores do estudo.
Allison Goldfine, tamém co-autor do estudo e diretor de pesquisa clínica do Joslin Diabetes Center, lembra ainda que esses fatores ambientais podem contribuir para uma epidemia de diabetes em todo o mundo. “Enquanto muita atenção tem sido corretamente atribuída para evitar os hábitos de alimentação muito calórica e sedentarismo, fatores adicionais podem fornecer novas abordagens para a prevenção do diabetes”, diz.
Os pesquisadores afirmaram ter o objetivo de dar continuidade ao estudo, incluindo pesquisas sobre os mecanismos inflamatórios da diabetes e o papel das partículas de poluentes nesse caso. “Nós também temos um interesse em investigar esta descoberta em nível internacional, onde os padrões de controle da poluição podem ser menos rigorosos, conclui Brownstein.
Encalhe de baleias bate recorde no litoral do país

O ano de 2010 já registra um recorde de encalhe de baleias jubarte no litoral brasileiro. Dos 73 encalhes registrados no litoral, 66 ocorrências são da espécie jubarte, segundo o Instituto Baleia Jubarte (IBJ). Esse número é cerca de 60% maior do que o registrado em 2007, ano em que ocorreram 41 encalhes da espécie, e era recorde até então. No ano passado foram registrados 30 encalhes da espécie.
Segundo o veterinário e coordenador do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, vários fatores podem ter provocado o aumento deste ano, entre eles, a diminuição da oferta de alimentos na região da Antártida, por conta do aquecimento global, o surgimento de algum tipo de bactéria que provoque doenças, ou até mesmo o aumento do número de nascimentos. Segundo ele, o encalhe de filhotes dessa espécie representa 58% do total.
“De 2002 a 2005 tivemos uma média de 22 encalhes por ano. De 2006 a 2009 a média aumentou para 36 ao ano. Vimos também que as mortes aumentaram em outras regiões como Argentina e Austrália. Estamos avaliando esse conjunto de fatores com biólogos e veterinários estrangeiros para identificar causas comuns. Pode ser qualquer um desses fatores, mas também pode ser nenhum deles. Ainda estamos avaliando as causas das mortes”, afirma o veterinário.
Bahia e Espírito Santo são os estados que registraram o maior número de animais mortos. Na Bahia, ocorreram até agora 30 encalhes; e no Espírito Santo, 21. Segundo Marcondes, as condições de água quente e rasas atraem a espécie para esses estados para o ciclo de acasalamento e reprodução.
O veterinário acredita que, até o fim do ano, aproximadamente 80 casos de encalhe sejam registrados.
Encalhe de outras espécies – Neste ano, outras espécies de baleias também apareceram mortas no litoral brasileiro. No Sul, quatro baleias franca encalharam: uma no Rio Grande do Sul e três em Santa Catarina. Destas, três eram filhotes e uma era uma adulta. O animal adulto encalhou doente em Santa Catarina e teve que passar por processo de eutanásia, devido ao estado de debilidade.
Segundo o Projeto Baleia Franca, é comum a morte de filhotes em época de reprodução. Em 2009 foi registrado um caso de encalhe da espécie no litoral brasileiro, em Santa Catarina. Neste ano, foram registrados quatro casos de encalhes. Segundo o Projeto Baleia Franca, o índice de encalhe cresce quando aumenta o número de nascimentos.
Neste ano, dois cachalotes encalharam mortos na Bahia e em Alagoas. Segundo o Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), apesar de os animais pertencerem à família dos golfinhos, eles são considerados baleias pela Comissão Internacional da Baleia (CIB). Uma baleia de bryde também foi encontrada morta no litoral de São Paulo neste ano.
Cientistas criam combustível com subprodutos da fabricação de uísque
Cientistas escoceses estão desenvolvendo um novo tipo de biocombustível feito com subprodutos da fabricação do uísque. Segundo a equipe da Edinburgh Napier University, em Edimburgo, o álcool butanol proveniente do novo processo seria 30% mais eficiente do que outros biocombustíveis, como o etanol, e poderia ser usado em automóveis. A universidade está tentando patentear a nova invenção. Os pesquisadores basearam seus experimentos nos dois principais subprodutos gerados durante a fabricação do uísque: o pot ale, líquido remanescente nos alambiques de cobre após a destilação, e os restos dos grãos utilizados como a cevada. Segundo a equipe, a indústria do uísque maltado produz anualmente 1,6 milhões de litros de pot ale e 187 mil toneladas de restos de cevada. Todo esse material poderia ser transformado em combustível que seria usado puro ou em combinação com petróleo ou diesel, dizem os cientistas. Energia renovável A equipe, liderada pelo professor Martin Tangney, acredita que o produto também possa ser usado na fabricação de outras substâncias químicas renováveis. "A União Europeia declarou que biocombustíveis deverão responder por 10% do total de vendas de combustíveis em 2020. Estamos determinados a encontrar novas fontes de energia renovável", disse Tangney. "Enquanto algumas companhias de energia plantam lavouras para gerar biocombustíveis, nós estamos investigando sobras de materiais, como os subprodutos do uísque, para desenvolvê-los". O cientista acredita que essa seja uma opção mais sustentável, além de oferecer uma nova fonte de renda associada a uma das maiores indústrias da Escócia, a indústria do uísque. A equipe está criando uma companhia para tentar levar o novo combustível para o mercado. |
Biodiversidade aponta CULPADO
Um estudo de cinco anos conduzido por pesquisadores do Jardim Botânico Real, na Inglaterra, concluiu que mais de um quinto das espécies de plantas do mundo estão hoje sob ameaça de extinção.
Para a pesquisa foram usados os arquivos do Jardim Botânico e do Museu de História Natural de Londres, que juntos reúnem cerca de 13 milhões de espécies, e dados da organização União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Os resultados apontam a atividade humana – entre elas, agricultura e desmatamentos - como sendo a principal causa de ameaças a mais de 380 mil espécies do mundo, com impressionantes 81%, contra 19% de responsabilidade de causas ditas naturais. Florestas tropicais estão no topo das mais ameaçadas.
“Estas conclusões reforçam a necessidade de tomarmos ações urgentes para acabar com desmatamentos até 2020, não apenas por causa da biodiversidade da flora, mas também por conta das mudanças climáticas”, diz Christoph Thies, coordenador da Campanha de Florestas.
“No mundo, a cada dois segundos, uma área de florestas do tamanho de um campo de futebol desaparece. O desmatamento é a causa de um quinto das emissões de gases de efeito estufa globais, mais do que todos os carros, aviões e trens do mundo somados”, complementa Thies.
Para a pesquisa foram usados os arquivos do Jardim Botânico e do Museu de História Natural de Londres, que juntos reúnem cerca de 13 milhões de espécies, e dados da organização União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Os resultados apontam a atividade humana – entre elas, agricultura e desmatamentos - como sendo a principal causa de ameaças a mais de 380 mil espécies do mundo, com impressionantes 81%, contra 19% de responsabilidade de causas ditas naturais. Florestas tropicais estão no topo das mais ameaçadas.
“Estas conclusões reforçam a necessidade de tomarmos ações urgentes para acabar com desmatamentos até 2020, não apenas por causa da biodiversidade da flora, mas também por conta das mudanças climáticas”, diz Christoph Thies, coordenador da Campanha de Florestas.
“No mundo, a cada dois segundos, uma área de florestas do tamanho de um campo de futebol desaparece. O desmatamento é a causa de um quinto das emissões de gases de efeito estufa globais, mais do que todos os carros, aviões e trens do mundo somados”, complementa Thies.
Bilhões correm risco de abastecimento de água, diz estudo
Cerca de 80% da população mundial vive em áreas onde o abastecimento de água potável não é assegurado. Os pesquisadores organizaram um índice com as “ameaças para a água” incluindo itens como escassez e poluição.
Cerca de 3,4 bilhões de pessoas enfrentam as piores ameaças, segundo o estudo. Os pesquisadores dizem que o hábito ocidental de conservar água para suas populações em reservatórios funciona para as pessoas, mas não para a natureza.
Eles recomendam que países em desenvolvimento não sigam o mesmo caminho, mas sim invistam em estratégias de gerenciamento hídrico que mescle infraestrutura com opções “naturais”, como bacias hidrográficas e pântanos.
Mapeamento – Os autores dizem que nas próximas décadas o panorama deve piorar, com o aumento populacional e as mudanças climáticas.
Eles combinaram dados de diferentes ameaças para a confecção do índice.
O resultado é um mapa que indica as ameaças ao fornecimento para a humanidade e para a biodiversidade.
“Olhamos para o fato de forma fria, analisando o que acontece em relação ao abastecimento de água para as pessoas e o impacto no meio-ambiente da infraestrutura criada para garantir este fornecimento”, disse o responsável pelo estudo Charles Vorosmarty, do City College de Nova York.
“O que mapeamos foi um padrão de ameaças em todo o planeta, apesar dos trilhões de dólares gastos em engenharias paliativas”, completou, referindo-se a represas, canais e aquedutos usados para assegurar o abastecimento de cidades.
No mapa das ameaças ao abastecimento, boa parte da Europa e América do Norte aparecem em condições ruins.
Mas quando o impacto da infraestrutura criada para distribuir e conservar a água é adicionado, as ameaças desaparecem destas regiões, com exceção da África, que parece estar rumando para a direção oposta.
“O problema é que sabemos que uma fatia enorme da população mundial não pode pagar por estes investimentos”, disse Peter McIntyre, da Universidade de Wisconsin, que também participou da pesquisa.
“Na verdade, estes investimentos beneficiam menos de um bilhão de pessoas, o que significa que excluímos a grande maioria da população mundial”, disse ele.
“Mas mesmo em países ricos, esta não é a opção mais inteligente. Poderíamos continuar a construir mais represas ou explorar mais fundo o subterrâneo, mas mesmo se tivermos dinheiro para isso, não é uma saída eficiente em termos de custo”, disse ele.
Críticas – De acordo com esta e outras pesquisas, a forma como a água é tratada no ocidente teve um impacto significativo na natureza.
Atualmente, um conceito defendido por organizações de desenvolvimento é o gerenciamento integrado da água, no qual as necessidades de todos os usuários são levadas em consideração e as particularidades naturais são integradas às soluções criadas pelo homem.
Geração de Energia é desafio para pais pobres ...
A geração da energia necessária à manutenção dos níveis mínimos de crescimento é um dos maiores desafios das nações mais pobres do mundo.
A Agência Internacional de Energia, órgão com sede em Paris (França), diz que um terço da população mundial ainda não tem acesso direto à eletricidade.
No Brasil, cerca de 10% da população - ou 17 milhões de pessoas - enfrentam esse problema. A grande maioria dessas pessoas - 80% - vive na região Nordeste.
Diante dessa dificuldade, o Brasil tem recorrido a fontes de energia renovável como uma opção para suprir as necessidades das comunidades mais pobres do país.
Desafio
Alcançar o desenvolvimento econômico e social aliado à preservação ambiental – o chamado desenvolvimento sustentável - é um dos grandes desafios deixados pela Rio 92 - encontro da ONU que discutiu o meio ambiente em 1992, no Rio de Janeiro.
Durante dez anos, líderes mundiais vêm buscando a fórmula para obter esse desenvolvimento sustentável, mas até agora, ela parece não ter sido encontrada.
No encontro no Rio de Janeiro, 108 chefes de Estado e representantes de outros 70 governos assumiram o compromisso de implementar uma série de medidas – conhecidas como Agenda 21 – para evitar a degradação da Terra e estimular o desenvolvimento sustentável.
Mas, de acordo com dados do WWF (Fundo Mundial para a Vida Selvagem) divulgados em julho de 2002, se a humanidade continuar a explorar os recursos naturais na velocidade atual, até 2050 seria preciso colonizar outros dois planetas Terra.
O uso de energia renovável no Brasil é uma tentativa de proporcionar uma melhor infra-estrutura para populações mais carentes sem provocar um dano adicional ao meio ambiente.
O governo brasileiro, por meio do Prodeem (Programa de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios, ligado ao Ministério das Minas e Energia) pretende levar energia para essas populações de baixa renda.
"O caro não é a energia em si, caro é ampliar a rede energética, principalmente na região Norte, onde a logística é impossível", diz Fernando Luz, coordenador-geral do Prodeem.
"Na região, as fontes renováveis e as chamadas alternativas são a primeira opção, porque é impossível criar uma rede convencional para atender todas essas comunidades. As distâncias são fantásticas, os caminhos não existem, e a relação custo benefício é proibitiva."
"Ingenuidade"
A Rio 92 gerou a expectativa de obtenção de ótimos resultados a curto prazo, o que acabou não acontecendo.
"Acho que fomos um pouco ingênuos em 92", diz o advogado Fabio Feldmann, assessor especial da Presidência para a Rio + 10.
"Na época acreditamos que, firmando os conceitos, a implementação seria imediata."
"A Eco (Rio-92) foi realizada pouco depois da queda do Muro de Berlim, havia um certo clima de otimismo. Mas, na verdade, para transformar o mundo, as resistências e barreiras são muito maiores do que nós imaginávamos na época", diz Feldmann.
Os países ricos são apontados por alguns como os grandes inimigos do meio ambiente. Só os Estados Unidos, o país mais poderoso do mundo, consomem cerca de 25% da energia produzida em todo o planeta. O país também é acusado de ser o maior poluidor da atmosfera.
A Agência Internacional de Energia, órgão com sede em Paris (França), diz que um terço da população mundial ainda não tem acesso direto à eletricidade.
No Brasil, cerca de 10% da população - ou 17 milhões de pessoas - enfrentam esse problema. A grande maioria dessas pessoas - 80% - vive na região Nordeste.
Diante dessa dificuldade, o Brasil tem recorrido a fontes de energia renovável como uma opção para suprir as necessidades das comunidades mais pobres do país.
Desafio
Alcançar o desenvolvimento econômico e social aliado à preservação ambiental – o chamado desenvolvimento sustentável - é um dos grandes desafios deixados pela Rio 92 - encontro da ONU que discutiu o meio ambiente em 1992, no Rio de Janeiro.
Durante dez anos, líderes mundiais vêm buscando a fórmula para obter esse desenvolvimento sustentável, mas até agora, ela parece não ter sido encontrada.
No encontro no Rio de Janeiro, 108 chefes de Estado e representantes de outros 70 governos assumiram o compromisso de implementar uma série de medidas – conhecidas como Agenda 21 – para evitar a degradação da Terra e estimular o desenvolvimento sustentável.
Mas, de acordo com dados do WWF (Fundo Mundial para a Vida Selvagem) divulgados em julho de 2002, se a humanidade continuar a explorar os recursos naturais na velocidade atual, até 2050 seria preciso colonizar outros dois planetas Terra.
O uso de energia renovável no Brasil é uma tentativa de proporcionar uma melhor infra-estrutura para populações mais carentes sem provocar um dano adicional ao meio ambiente.
O governo brasileiro, por meio do Prodeem (Programa de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios, ligado ao Ministério das Minas e Energia) pretende levar energia para essas populações de baixa renda.
"O caro não é a energia em si, caro é ampliar a rede energética, principalmente na região Norte, onde a logística é impossível", diz Fernando Luz, coordenador-geral do Prodeem.
"Na região, as fontes renováveis e as chamadas alternativas são a primeira opção, porque é impossível criar uma rede convencional para atender todas essas comunidades. As distâncias são fantásticas, os caminhos não existem, e a relação custo benefício é proibitiva."
"Ingenuidade"
A Rio 92 gerou a expectativa de obtenção de ótimos resultados a curto prazo, o que acabou não acontecendo.
"Acho que fomos um pouco ingênuos em 92", diz o advogado Fabio Feldmann, assessor especial da Presidência para a Rio + 10.
"Na época acreditamos que, firmando os conceitos, a implementação seria imediata."
"A Eco (Rio-92) foi realizada pouco depois da queda do Muro de Berlim, havia um certo clima de otimismo. Mas, na verdade, para transformar o mundo, as resistências e barreiras são muito maiores do que nós imaginávamos na época", diz Feldmann.
Os países ricos são apontados por alguns como os grandes inimigos do meio ambiente. Só os Estados Unidos, o país mais poderoso do mundo, consomem cerca de 25% da energia produzida em todo o planeta. O país também é acusado de ser o maior poluidor da atmosfera.
Energia Sustentável é o Futuro ....
| A terceira edição do relatório Revolução Energética: Um Mundo de Energia Sustentável, estudo lançado pelo Greenpeace em parceria com o Conselho de Energia Renovável Europeu (EREC), aponta: É possível cortar as emissões de CO2 e ao mesmo tempo produzir energia eficiente, segura e limpa, com geração de 8,5 milhões de empregos até 2030. Para tanto, é preciso tomar algumas resoluções: investir em energia solar e eólica e mudar alguns paradigmas de produção e consumo (como o emprego de equipamentos mais modernos e implantar redes de transporte mais eficientes). O estudo traz a previsão de dois diferentes cenários energéticos, baseados no tipo de investimento e política pública para o setor. Um primeiro, mais moderado, antevê que o uso seis vezes maior de renováveis significará redução de 50% das emissões de carbono até 2050. O segundo cenário, mais avançado, prevê cortes de emissão de até 80%. A quantidade de energia poupada graças a investimentos bem feitos, além de compensar a demanda maior vinda de países em desenvolvimento, pode significar a possibilidade de acesso à energia para dois bilhões de pessoas que ainda vivem em áreas remotas. "O potencial de geração de energias renováveis como eólica e solar já vêm se traduzindo em números concretos de implantação no mundo, com benefícios não apenas ao meio ambiente, como também à geração de empregos e ao desenvolvimento de economias", aponta Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace no Brasil. Segundo o estudo, até 2030 serão criados 12 milhões de empregos, 8,5 milhões deles apenas no setor de renováveis. O valor é 33% maior do que se continuássemos a investir somente em combustíveis fósseis. “No Brasil, o enorme potencial de Sol, vento e biomassa pode proporcionar a criação de 200 mil novos empregos até 2020”, complementa Baitelo. |
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